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rreira literária tardia[editar | editar código-fonte]

Dostoiévski em 1863

Dostoiévski após exílio

Depois de dez anos voltou à Rússia.[7] Na Sibéria, chamou a experiência de uma “regeneração” das suas convicções, rejeitou a atitude condescendente de intelectuais, que pretendiam impor seus ideais políticos sobre a sociedade, e chegou a acreditar na bondade fundamental da dignidade e do povo comum. Descreveu esta mudança no esboço que aparece em O Diário de um EscritorO Mujique MareiSou filho da descrença e da dúvida, até ao presente e mesmo até à sepultura. Que terrível sofrimento me causou, e me causa ainda, a sede de crer, tanto mais forte na minha alma quanto maior é o número de argumentos contrários que em mim existe! Nada há de mais belo, de mais profundo, de mais perfeito do que Cristo. Não só não há nada, mas nem sequer pode haver.[7]

Por este tempo começou a escrever Memórias da Casa dos Mortos, baseado em suas experiências como prisioneiro.[7] Como ex-forçados eram proibidos de escrever memórias e relatos, Dostoiévski disfarçou a obra como ficção, dizendo-a obra de um homem preso por assassinar a esposa em uma crise de ciúmes. Esse fato gerou um equívoco, e por anos muitas pessoas acreditaram que esse havia sido de fato o crime do escritor. A obra foi um grande sucesso na Rússia, e restabeleceu a reputação literária de Dostoiévski.

Em 1859, após meses de árduo esforço, conseguiu ser solto sob a condição de residir em qualquer lugar, exceto em São Petersburgo e Moscou, e assim, mudou-se para Tver. Ele conseguiu publicar “O Sonho do Tio” e Adeia Stepánchikovo. As obras não obtiveram as críticas esperadas por Dostoiévski.[18] Em dezembro do mesmo ano, foi finalmente autorizado a regressar a São Petersburgo, onde fundou com seu irmão Mikhail a revista Vremia (O Tempo), em que publicou o romance em folhetim Humilhados e Ofendidos, que teve grande sucesso.[7] Sua obra Memórias da Casa dos Mortos foi um enorme sucesso quando então publicada em capítulos no jornal “O Mundo Russo”.[28]

Primeira edição do Vremya.

Entre 1862 e 1863, fez várias viagens pela Europa, incluindo BerlimParisLondresGenebraTurimFlorença e Viena. Durante essas viagens teve um relacionamento amoroso fugaz com Paulina Súslova, uma estudante de ideias progressistas. Perdeu muito dinheiro jogando e retornou à Rússia no fim de outubro de 1863, sozinho e sem recursos. Durante este tempo o seu jornal tinha sido proibido, por publicar um artigo sobre a Revolução Polaca de 1863.[18]

Em 1864, conseguiu editar com seu irmão o jornal chamado Epokha (“Época”), no qual publicou Memórias do Subsolo. Seu ânimo acabou após a morte de sua esposa, seguida pouco depois pela de seu irmão. Além disso, seu irmão Mikhail deixou uma viúva, quatro filhos e uma dívida de 25 mil rublos, tendo de sustentá-los.[18] Dostoiévski sustentava também o enteado Pável Issáiev e o irmão Nikolai Dostoiévski, arquiteto formado mas conhecido alcoólatra. Tentando dar continuidade à revista, acumulou muitas dívidas. Para sanar seus problemas financeiros e cuidar de sua saúde, partiu para o estrangeiro, onde perdeu o restante do dinheiro que ganhara em cassinos.[27] Dostoiévski é frequentemente descrito como viciado em jogo, mas nunca jogou na Rússia, apenas na Alemanha e na França. Ali se reencontrou com Paulina Súslova e tentou reatar o relacionamento, mas foi rejeitado.

Em 1865, começou a elaborar Crime e Castigo, uma de suas obras capitais, que apareceu na revista “O Mensageiro Russo”, com grande sucesso. Quando seu editor determinou um curto prazo para que terminasse o livro, contratou a estenógrafa Anna Grigórievna Snítkina, na época com vinte e quatro anos, a quem dedicou, em apenas vinte e seis dias, o livro O Jogador.[27] O relacionamento com Anna finalmente terminou em casamento em 15 de fevereiro de 1867.[27]

Túmulo Dostoiévski no monastérioAlexander Nevsky

Para fugir da pressão dos credores, resolveram viajar pela Europa. O casal residiu em Dresden(onde Dostoiévski viu o quadro Cristo Morto de Hans Holbein, o Jovem, de grande importância em O Idiota), Genebra, onde nasceu e morreu pouco tempo depois sua primeira filha, Sônia, o que deixou o escritor arrasado; Milão, Florença e novamente em Dresden, onde nasceu a segunda filha do casal, Liubóv. Em 1868 escreveu O Idiota e, em 1871, terminou Os Demônios, publicado no ano seguinte. A ideia inicial de “O Idiota” surgiu de uma notícia de jornal sobre uma jovem de quinze anos, Olga Umetskaia, que colocou fogo na casa da família após sofrer anos de maus tratos e espancamentos. A personagem Nastássia Filipóvna foi baseada nela. Já “Os Demônios” surgiu do assassinato do jovem I. I. Ivanov, que queria abandonar uma organização radical e foi morto pelos colegas, comandados por Sergey Nechayev. Netcháiev era um conhecido radical, ligado a Mikhail Bakunin, que depois o rejeitou por horror aos seus métodos políticos escusos.

Anos antes, um romance russo já havia sido escrito sobre os niilistas: Pais e Filhos, de Turgueniev. Enquanto a intelectualidade russa criticou duramente o livro, a revista de Dostoiévski publicou uma resenha favorável, escrita por Nikolai Strakhov, amigo de Dostoiévski e importante crítico literário, que dizia que o livro não era nem a condenação nem a apoteose do niilista, mas sua tragédia. Essa crítica valeu o reconhecimento de Turgueniev, que publicou outros textos na revista dos irmãos Dostoiévski. Os dois escritores, porém, tiveram uma grande briga em Baden-Baden, centrada no romance “Fumaça”, de Turgueniev, muito crítico à Rússia e à sua suposta declaração de se considerar agora um alemão.[29] Dostoiévski também criticou o recente prefácio a “Pais e Filhos”, no qual Turgueniev teria se curvado aos niilistas, segundo o escritor. Dostoiévski assumiu um grande risco com “Os Demônios”, que foi visto pela crítica como ofensivo às novas gerações e panfletário. Segundo Joseph Frank [30], o momento em que “Os Demônios” se tornou grande foi quando o autor começou a misturar o panfleto que escrevia com o poema que tinha planejado, “A Vida de Um Grande Pecador”, que nunca chegou a escrever mas do qual usou concepções em “Os Demônios”, “O Adolescente” e Os Irmãos Karamazov.

A partir de 1873 publicou em jornal Diário de um Escritor, que escreveu sozinho, compilando histórias curtas, artigos políticos e críticas literárias, obtendo grande sucesso. Em 1875, publicou “O Adolescente”, na prestigiada revista “Os Anais da Pátria”. O romance foca em um tema que sempre tinha preocupado o escritor: as famílias acidentais. Esta publicação seria interrompida em 1878 para dar início à elaboração do seu último romance, “Os Irmãos Karamazov”, que foi publicado em grande parte no jornal russo “O Mensageiro”.

Em 1880, participou da inauguração do monumento a Aleksandr Pushkin em Moscou, onde proferiu um discurso memorável sobre o destino da Rússia no mundo. Em 8 de novembro desse ano, termina “Os Irmãos Karamazov”, em São Petersburgo. Morreu nesta cidade, em 9 de fevereiro de 1881, de uma hemorragia pulmonar associada com enfisema e ataque epiléptico. Foi enterrado no Cemitério Tikhvin, dentro do monastério Alexander Nevsky em São Petersburgo. Estima-se que o funeral foi assistido por cerca de sessenta mil pessoas.[31] Em sua lápide podem-se ler os seguintes versos de São João, que também serviu como subtítulo de seu último romance, “Os Irmãos Karamazov”:

Obra[editar | editar código-fonte]

Estilo[editar | editar código-fonte]

Dostoiévski necessitava de dinheiro e sempre fora apressado em concluir suas obras, por isso disse não conseguir realizar seu pleno poder literário.[7] Mais tarde, por saber bem o que as seguintes palavras significavam, disse:

A pobreza e a miséria formam o artista.[33]

Embora a frase pareça abrangente e generalizada, Fiódor costumou desviar-se do estilo de escritores que descreviam o círculo da família moldados na tradição e nas “belas formas”, e engendrou no caos familiar os que humilhavam e insultavam.[7]Essencialmente um escritor de mitos (e às vezes comparado por isso a Herman Melville), criou um trabalho com uma enorme vitalidade e de um poder quase hipnótico, caracterizado por cenas febris e dramáticas, onde os personagens apresentam comportamento escandaloso, e atmosferas explosivas, envolvidas em diálogos socráticos apaixonados, a busca de Deus, do mal e do sofrimento dos inocentes.[7]

Retrato de Fiódor Dostoiévski(1872), por Vassilij Grigorovič Perov

Seus romances ocorrem em um período curto (por vezes apenas alguns dias), o que permite ao autor fugir de uma das características dominantes da prosa realista: a degradação física que ocorre ao longo do tempo. Seus personagens encarnam valores espirituais que são, por definição, atemporais. Outros temas recorrentes em sua obra são suicídioorgulho ferido, a destruição dos valores familiares, o renascimento espiritual através do sofrimento, a rejeição do Ocidente e da afirmação da ortodoxia russa e o czarismo.[34] Estudiosos como Mikhail Bakhtintêm caracterizado o trabalho de Dostoiévski como diferente de outros romancistas; ele parece não aspirar por uma visão única e vai além da descrição sob diferentes ângulos, caracterizando-o como romance polifônico. Dostoiévski engenhou romances cheios de força dramática em que os personagens e os opostos pontos de vista são realizados livremente, em violenta dinâmica.[35]

O espaço e o tempo em Dostoiévski são analisados às vezes como “discretos, onde o inesperado não apenas é possível como também sempre se realiza”.[36] Através da minimização do tempo de passagem, onde os fatos aparecem de forma de repente, o instante ganha o tempo e logo depois relaxa, desaparecendo nas cenas.[36] Certos autores comparam o tempo e o espaço em Dostoiévski com cenas cinematográficas: o uso constante da palavra russa vdrug (de repente), que aparece 560 vezes na edição russa de Crime e Castigo, tem a proposta de levar ao leitor a impressão de tensão, de desigualdade e de nervosismo, elementos característicos da estrutura do romance dostoievskiano.[36] Além da palavra vdrug em Crime e Castigo, a literatura de Dostoiévski utiliza muito os números, às vezes usando-os com extrema precisão: a dois passos….duas ruas a direita, como também usa números elevados e redondos (100, 1000, 10000). Acredita-se que esses elementos são “mitopoéticos”: Crime e Castigo possui sete partes (6 partes e o epílogo), sendo que, na composição do romance, ele é dividido em 7 capítulos (cada parte), e a “hora fatídica” é indicada como depois das 7.[37] Na literatura dostoievskiana, o processo de evolução da humanidade se dá pela repetição de dificuldades e ocasiões, e também pelo uso da memória e da lembrança, por mais infernal que tudo isso possa parecer ao personagem.[37]

Fiódor publicou muitos contos: O Mujique MarëiO Sonho de um Homem Ridículo, “Bobock” e outros, além de novelas: “O Senhor Prokhartchin”, “A Dócil”, O Homem Debaixo da CamaUma História SujaO Pequeno HeróiUma Criatura GentilCoração Fraco e Noites Brancas. Criou duas revistas literárias: Tempo (Vrêmia) e Época, colaborando ainda nos principais órgãos da imprensa russa.

Personagens[editar | editar código-fonte]

Notas de Dostoiévski para o quinto capítulo de Os Irmãos Karamazov

Provavelmente Dostoiévski foi muito influenciado por tradições folclóricas. Algumas acreditavam que as águas de rios, mares e lagos representavam a fronteira entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. Geograficamente, além do rio Nieva, na Rússia, coexistem outros meios aquáticos, e por conta disso a cidade de São Petersburgo tornou-se fantástica e diabólica, o que influenciou a cultura popular e a literatura russa, juntamente com Fiódor.[38]Outro motivo para o surgimento do chamado “mito de Petersburgo” foi a morte, durante a construção da cidade, de centenas de milhares de pessoas, que ficaram enterradas em suas fundações, pela impossibilidade de se retirar tantos corpos.[39]. O mito de Petersburgo havia sido desenvolvido, na literatura, por Púchkin, em “O Cavaleiro de Bronze”, e Gogol, em “Avenida Niévski”. Posteriormente a Dostoiévski, foi trabalhado por outros escritores como Andrei Biéli, Aleksandr Blok, Anna Akhmatova e Joseph Brodski.[17] Por conta da influência que arrecadou através dessa cultura – onde o homem está entre a vida e a morte –, as personagens da literatura de Fiódor estão constantemente expostas a ocasiões complexas, beirando os limites da razão e da lógica, e os limites do que o ser humano é capaz de realizar diante de problemas universais;[38]contudo, em geral, as personagens de Fiódor podem ser classificados em diferentes categorias: cristãos humildes e modestos (Príncipe Michkin, Sonia Marmeládova, Aliocha Karamazov), autodestrutivos e niilistas (Svidrigáilov, Smerdiakov, Stavroguin, Maslobóiev), cínicose libertinos (Fiódor Karamazov, Príncipe Valkorskii), intelectuais rebeldes (Rodion Românovitch Raskólnikov, Ivan Karamazov), enquanto regidos por ideias e não imperações sociais ou biológicas.[34]

Crítica[editar | editar código-fonte]

Segundo o escritor Mário Pontes, as novas traduções em língua portuguesa – lançadas no Brasil – das obras de Dostoiévski, como “O Idiota”[40] demonstram um estilo “menos castiço”, argumentando que “[…]toda a obra [original] de Dostoiévski foi escrita em circunstâncias adversas: luto, doenças, dívidas, incontrolável atração pelo jogo, censura e vigilância policial, daí porque a pressa transparece nos seus romances, onde uma descrição pode ser interrompida de repente por um nervoso, etc.”[41] Segundo Mário Pontes, os romances de Dostoiévski apresentam incoerências, repetições e saltos derivados desses problemas pessoais do autor.[41]Embora o crítico avalie as traduções mais antigas como trabalhos feitos em cima de edições francesas que possivelmente traziam erros, e que as novas edições brasileiras apresentam um estilo dostoievskiano “muito menos castiço do que os anteriores”, ele diz que, todavia, “[estão] muito mais próxima[s] do original”, e finaliza dizendo que “[…]todos esses acidentes e defeitos, que as novas traduções se empenham em preservar, não bastam para afetar o interesse que desperta no leitor a profundidade do mergulho de Dostoiévski na alma humana.”[41]

Legado e influência[editar | editar código-fonte]

Monumento a Dostoiévski em Dresden

Albert Einstein escreveu: “Dostoiévski oferece-me mais que qualquer outro pensador, mais que Carl Friedrich Gauss[3]; e o escritor russo Aleksei Rémizov, durante exílio em Paris, em 1927, escreveu: “A Rússia é Dostoiévski. A Rússia não existe sem Dostoiévski.”[31] A maioria dos críticos concorda que Dostoiévski, Dante AlighieriWilliam ShakespeareMiguel de CervantesJohann Wolfgang von GoetheLuís de CamõesVictor Hugo e outros poucos escolhidos tiveram uma influência decisiva sobre a literatura do século XX, especialmente no existencialismo e expressionismo.[42]

A influência de Dostoiévski é imensa, de Hermann Hesse a Marcel ProustWilliam FaulknerAlbert CamusFranz KafkaYukio MishimaRoberto ArltErnesto Sábato e Gabriel García Márquez, para citar alguns autores.[31][43] Na verdade, nenhum dos grandes escritores do século XX foram alheios ao seu trabalho (com algumas raras exceções, tais como Vladimir NabokovHenry James ou [[D. H. Lawrence]). O romancista americano Ernest Hemingway também citou Dostoiévski em uma de suas últimas entrevistas como uma das suas principais influências.[44]

Friedrich Nietzsche referiu-se a Dostoiévski como “o único psicólogo com que tenho algo a aprender: ele pertence às inesperadas felicidades da minha vida, até mesmo a descoberta Stendhal.” Certa vez disse, referindo a “Notas do Subsolo”: “chorei verdade a partir do sangue”. Nietzsche refere-se constantemente a Dostoiévski em suas notas e rascunhos no internato entre 1886 e 1887, além de escrever diversos resumos das obras de Dostoiévski. “Um grande catalisador: Nietzsche e neo-idealismo russo”, disse Mihajlo Mihajlov.

Com a publicação de Crime e Castigo em 1866, Fiódor se tornou um dos mais proeminentes autores da Rússia no século XIX, tido como um dos precursores do movimento filosófico conhecido como existencialismo. Em particular, Memórias do Subsolo, publicado pela primeira vez em 1864, tem sido descrito como o trabalho fundador do existencialismo.[34] Para Dostoiévski, a guerra é a revolta do povo contra a ideia de que a razão orienta tudo.[6]

Obras[editar | editar código-fonte]

Romances[editar | editar código-fonte]

  • 1846 – Gente Pobre (Bednye lyudi (Бедные люди))
  • 1846 – O Duplo: Poema de Petersburgo (Dvoinik – Двойник. Петербургская поэма)
  • 1848 – Noites Brancas (Белые ночи)
  • 1849 – Netochka Nezvanova (Неточка Незванова)
  • 1859 – O Sonho do Tio, ou “O Sonho de Titio”, ou “O Sonho do Príncipe” (Dyadyushkin son – Дядюшкин сон)
  • 1859 – Aldeia de Stiepantchikov e seus Habitantes ou “A vila de Stepanhchikov e seus habitantes” (Selo Stepanchikovo i ego obitateli – Село Степанчиково и его обитатели)
  • 1861 – Humilhados e Ofendidos (Unijennye i oskorblennye – Униженные и оскорбленные)
  • 1862 – Recordações da Casa dos Mortos ou “Memórias da Casa Morta” (Zapiski iz mertvogo doma – Записки из мертвого дома)
  • 1864 – Memórias do Subsolo, “Notas do Subterrâneo”, “A Voz do Subsolo”, “Cadernos do Subsolo” (Zapiski iz podpolya – Записки из подполья)
  • 1866 – Crime e Castigo (Prestuplenie i nakazanie – Преступление и наказание)
  • 1867 – O Jogador (Igrok – Игрок)
  • 1869 – O Idiota (Idiot – Идиот)
  • 1870 – O Eterno Marido (Vechnyj muzh – Вечный муж)
  • 1872 – Os Demônios ou Os Possessos (Besy – Бесы)
  • 1875 – O Adolescente (Podrostok – Подросток)
  • 1881 – Os Irmãos Karamazov (Brat’ya Karamazovy – Братья Карамазовы)

Novelas e contos[editar | editar código-fonte]

  • 1846 – Senhor Prokhartchin (Gospodin Prokharchin – Господин Прохарчин)
  • 1847 – Romance em Nove Cartas (Roman v devyati pis’mahh – Роман в девяти письмах)
  • 1847 – A Senhoria ou A Dona da Casa (Khozyajka – Хозяйка)
  • 1848 – Polzunkov – Ползунков
  • 1848 – Coração Fraco (Slaboe serdze – Слабое сердце)
  • 1848 – O Ladrão Honesto (Tchestnyj vor – Честный вор)
  • 1848 – Uma Árvore de Natal e uma Boda (Elka i svad’ba – Елка и свадьба)
  • 1848 – O Homem Debaixo da Cama ou A Mulher Alheia e o Homem Debaixo da Cama (Tchujaya jena i muj pod krovat’yu – Чужая жена и муж под кроватью)
  • 1848 – Noites Brancas (Belye nochi – Белые ночи)
  • 1849 – O Pequeno Herói (Malen’kij geroi – Маленький герой)
  • 1862 – Uma História Desagradável ou Uma História Lamentável (Skvernyj anekdot – Скверный анекдот)
  • 1865 – O Crocodilo (Krokodil – Крокодил)
  • 1873 – Bóbok (Bobok – Бобок)
  • 1876 – Uma Criatura Gentil, também “A Dócil, A Meiga”, “Ela era doce e humilde” (ElaKrotkaia – Кроткая)
  • 1876 – O Mujique Marei (Mujik Marej – Мужик Марей)
  • 1877 – O Sonho de um Homem Ridículo (Son smeshnogo tcheloveka – Сон смешного человека)

Não ficção[editar | editar código-fonte]

Cartas[editar | editar código-fonte]

Suas cartas foram publicadas postumamente em antologias diversas.


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