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13 Melhores Poemas de Olavo Bilack

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilack (Rio de Janeiro, 16 de dezembro de 1865 — 28 de dezembro de 1918) foi um jornalista, contista, cronista e poeta brasileiro do período literário parnasiano, membro fundador da Academia Brasileira de Letras.

Poemas de Olavo Bilac

Quem nunca ouvir falar em Olavo Bilack? Um dos nomes essenciais da poesia brasileira, Bilac, que recebeu o epíteto de “príncipe dos poetas”, foi o principal representante do Parnasianismo, escola literária que rompeu o século XIX e perdurou até meados dos anos de 1920, quando entrou em cena o Modernismo. Sua extensa e peculiar obra ainda hoje é objeto de estudo e admiração, sendo constantemente citada em provas de diversos concursos e vestibulares. Bilack

Olavo Bilack (Olavo Braz Martins dos Guimarães Bilack) nasceu no dia 16 de dezembro de 1865, no Rio de Janeiro, então capital federal. Foi jornalista, poeta, inspetor de ensino e representante máximo do Parnasianismo, escola literária surgida no Brasil no século XIX, década de 80. Cursou o até o quarto ano da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e, já em São Paulo, deu início ao curso de Direito, também abandonado antes do término. Decidiu então dedicar-se ao jornalismo e à literatura, participando também de campanhas cívicas. É dele a letra do Hino à Bandeira:

HINO À BANDEIRA

Salve lindo pendão da esperança!
Salve símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz. Recebe o afeto que se encerra
em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul. Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amados,
poderoso e feliz há de ser! Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor!
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Além das campanhas cívicas, engajou-se também na política tendo, inclusive, colecionado vários desafetos, entre eles o presidente Marechal Floriano Peixoto, a quem fazia oposição. Nessa época escondeu-se em Minas Gerais e, ao regressar para o Rio de Janeiro, então capital federal, foi preso. Passado o período de turbulência, em 1891 foi nomeado oficial da Secretaria do Interior do Estado do Rio de Janeiro. Foi também um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e, em 1898, assumiu o cargo de inspetor escolar do Distrito Federal, do qual se aposentou pouco antes de falecer, em 28 de dezembro de 1918.

Olavo Bilack é o principal representante do Parnasianismo brasileiro. Ao lado de nomes como Alberto de Oliveira e Raimundo Correia, Bilack defendeu veementemente a estética parnasiana, cuja principal preocupação era o formalismo e o culto ao estilo, empregando uma linguagem elaborada, constituída por um vocabulário hermético e repleto de referências à cultura greco-romana. O poeta preferiu as formas fixas, sobretudo o soneto, e ao analisarmos sua obra podemos observar a evolução da objetividade parnasiana para uma poesia mais intimista e subjetiva, características encontradas em poemas como Viá Láctea, um de seus mais aclamados.

Para que você conheça os versos do poeta parnasiano mais lido à sua época, o site Escola Educação selecionou quinze poemas de Olavo Bilack que certamente despertarão seu interesse pela obra do escritor, representante maior da estética parnasiana. Desejamos que faça boa leitura!

  1. Poema: Nel mezzo del camin… – Olavo Bilack

Nel mezzo del camin…

Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada
E triste, e triste e fatigado eu vinha.
Tinhas a alma de sonhos povoada,
E alma de sonhos povoada eu tinha…
E paramos de súbito na estrada
Da vida: longos anos, presa à minha
A tua mão, a vista deslumbrada
Tive da luz que teu olhar continha.
Hoje segues de novo… Na partida
Nem o pranto os teus olhos umedece,
Nem te comove a dor da despedida.
E eu, solitário, volto a face, e tremo,
Vendo o teu vulto que desaparece
Na extrema curva do caminho extremo.

  1. Poema: XXX – Olavo Bilack

XXX

Ao coração que sofre, separado
Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,
Não basta o afeto simples e sagrado
Com que das desventuras me protejo.
Não me basta saber que sou amado,
Nem só desejo o teu amor: desejo
Ter nos braços teu corpo delicado,
Ter na boca a doçura de teu beijo.
E as justas ambições que me consomem
Não me envergonham: pois maior baixeza
Não há que a terra pelo céu trocar;
E mais eleva o coração de um homem
Ser de homem sempre e, na maior pureza,
Ficar na terra e humanamente amar.

  1. Poema: Dormes… – Olavo Bilack

Dormes…

Dormes… Mas que sussurro a umedecida
Terra desperta? Que rumor enleva
As estrelas, que no alto a Noite leva
Presas, luzindo, à túnica estendida?
São meus versos! Palpita a minha vida
Neles, falenas que a saudade eleva
De meu seio, e que vão, rompendo a treva,
Encher teus sonhos, pomba adormecida!
Dormes, com os seios nus, no travesseiro
Solto o cabelo negro… e ei-los, correndo,
Doudejantes, sutis, teu corpo inteiro
Beijam-te a boca tépida e macia,
Sobem, descem, teu hálito sorvendo
Por que surge tão cedo a luz do dia?!

  1. Poema: Ora (direis) ouvir estrelas! – Olavo Bilack

Ora (direis) ouvir estrelas!

XIII

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-Ias, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto …

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

*

Como quisesse livre ser, deixando
As paragens natais, espaço em fora,
A ave, ao bafejo tépido da aurora,
Abriu as asas e partiu cantando.
Estranhos climas, longes céus, cortando
Nuvens e nuvens, percorreu: e, agora
Que morre o sol, suspende o vôo, e chora,
E chora, a vida antiga recordando …
E logo, o olhar volvendo compungido
Atrás, volta saudosa do carinho,
Do calor da primeira habitação…
Assim por largo tempo andei perdido:
— Ali! que alegria ver de novo o ninho,
Ver-te, e beijar-te a pequenina mão!

  1. Poema: A um poeta – Olavo Bilack

A um poeta

Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha e teima, e lima , e sofre, e sua!

Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço: e trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua
Rica mas sóbria, como um templo grego

Não se mostre na fábrica o suplicio
Do mestre. E natural, o efeito agrade
Sem lembrar os andaimes do edifício:

Porque a Beleza, gêmea da Verdade
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade.

  1. Poema: Ao coração que sofre – Olavo Bilack

Ao coração que sofre

Ao coração que sofre, separado
Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,
Não basta o afeto simples e sagrado
Com que das desventuras me protejo.

Não me basta saber que sou amado,
Nem só desejo o teu amor: desejo
Ter nos braços teu corpo delicado,
Ter na boca a doçura de teu beijo.

E as justas ambições que me consomem
Não me envergonham: pois maior baixeza
Não há que a terra pelo céu trocar;

E mais eleva o coração de um homem
Ser de homem sempre e, na maior pureza,
Ficar na terra e humanamente amar.



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15 MELHORES CIDADES PARA SE VISITAR EM 2017

A chegada do ano novo geralmente vem acompanhada de um monte de planos, ideias e novos projetos. Independentemente de quais sejam os seus, na lista também sempre aparece alguns lugares para conhecer e viagens que somos loucos para fazer. As propostas podem variar de acordo com a ocasião, o tamanho da família ou simplesmente um momento para curtir algo novo e brindar as realizações que estão por vir.

Com tantas opções incríveis, realmente fica difícil arrumar pretexto para não planejar uma trip de aventura com os amigos; quem sabe escolher uma pousadinha charmosa à beira-mar; experimentar novos temperos e sabores; ou ainda explorar a história e a cultura da nossa terra através de riquezas e costumes preservados em lugares que se tornarão inesquecíveis.

Para dar uma mãozinha, a Expedia separou 15 lugares fantásticos no Brasil que podem entrar na sua lista de “desejos” para 2017 e, finalmente, fazer pelo menos esse projeto não ficar só no papel.

  1. Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

Quem não tem o Rio na listinha de destinos ou é porque já conhece ou realmente não tem ideia do que está perdendo. É clichê, mas a Cidade Maravilhosa tem uma energia só dela e esse tal conceito carioca difícil de encontrar em outro lugar. Descubra a arquitetura, as belezas naturais e o estilo de vida que transformam a cidade numa experiência inesquecível, a começar pela estrutura e as excelentes alternativas de hotéis no Rio de Janeiro.

Rio-de-Janeiro-3.jpg      

2. Bonito, Mato Grosso do Sul

No topo da lista dos melhores destinos de ecoturismo do mundo, os cenários de cair o queixo e as atrações inesquecíveis são mais do que motivos para considerar Bonito como um dos próximos destinos de viagem. Os mergulhos e os passeios nos rios são imperdíveis, mas, para conhecer a fauna e a flora de uma maneira bem peculiar, experimente qualquer um dos roteiros de bicicleta da Lobo Guará Bike Adventure. Com percursos que variam de 6 a 130km, tem opções de roteiros diários ou até com pernoite na fazenda.

Abismo Anhumas, Bonito - Brasil - Attribution: By Edmilson sanches (Own work) [CC BY-SA 3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0)], via Wikimedia Commons

Abismo Anhumas, Bonito – Brasil – Foto por: Edmilson sanches

3. Ipojuca, PernambucoA pequena cidade da Região Metropolitana de Recife é impulsionada pelo turismo de seu belíssimo litoral com praias internacionalmente conhecidas como Maracaípe, Muro Alto e Serrambi. Porém, a estrela que não fica de fora de quase nenhuma das listas das praias mais bonitas do Brasil é o concorrido povoado de Porto de Galinhas e suas famosas piscinas naturais. Os passeios por lá podem ser de bugue, de jangada ou até a cavalo. E para não perder a chance de explorar as belezas do fundo do mar, a Ganesh Escola e Operadora de Mergulho é expert no assunto.

Porto de Galinhas

Porto de Galinhas

4. Santarém, Pará

Praticamente um destino turístico alternativo na Amazônia, Santarém se orgulha de suas praias de água doce e suas construções históricas, assim como reverencia suas lendas e costumes.  O encontro das águas dos rios Tapajós e Amazonas é a atração mais característica da região que, de quebra, presenteia os visitantes com a aparição de seus populares botos cor-de-rosa. E para abrir o apetite, um passeio pelo Mercadão 2000 já vale como uma programação cultural pra depois terminar com um bolinho de piracuí no Avesso Bar, o petisco típico da região.

Praia de Alter do Chão - Santarém. Foto por: Iubasi

Praia de Alter do Chão – Santarém. Foto por: Iubasi

5. Natal, Rio Grande do Norte

Na lista das queridinhas do Nordeste, a capital potiguar é chamada por muitos de terra de cores e sabores e é sempre referida à Cidade do Sol – é verão o ano inteiro. Com essa combinação fica difícil não se apaixonar. Além da enorme variedade de atividades e atrações entre as praias, dunas, lagoas e sertões, vale conferir a programação do Teatro Riachuelo sempre cheia de espetáculos e exibições imperdíveis.

  1. Guarapari, Espírito Santo

Das belezas naturais às areias radioativas terapêuticas, Guarapari tem inúmeros motivos para ser explorada e diversas alternativas para descobrir suas riquezas. Os circuitos turísticos abrangem o cenário cultural, as atividades náuticas, o ecoturismo e os passeios pelas fazendas. Aliás, seguir para as montanhas e acompanhar a elaboração dos produtos caseiros como mel, cachaça, doces e compotas não é nada mal durante um dos deliciosos roteiros de Turismo Rural da cidade.

  1. Cambará do Sul, Rio Grande do Sul

Não é por acaso que os famosos cânions e as paisagens incríveis de Cambará do Sul já foram estrelas da Globo. O charme da cidade da serra gaúcha é também um forte concorrente para entrar na lista de lugares para não deixar de conhecer, principalmente pra quem curte o frio – a cidade é campeã no ranking de baixas temperaturas. Para bater uma boquinha, o ambiente super agradável do Du Perau Pub Bar e suas cervejas artesanais é sempre uma boa pedida.

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Rio do Boi – Cânion Itaimbezinho – Cambará do Sul – Foto por: Gus Valentim

8. Laranjeiras, Sergipe

Embora a histórica Laranjeiras seja um destino perfeito em qualquer época do ano, em janeiro a cidade fica ainda mais especial quando recebe a magia dos grupos folclóricos durante o Encontro Cultural. Além de toda a riqueza histórica preservada nos museus e igrejas do período colonial, o Centro de Artesanato também guarda tesouros como as peças de renda irlandesa e as imagens talhadas em madeira produzidas pelos artesãos locais.

  1. Imbituba, Santa Catarina

O apelo para conhecer Imbituba é a perfeita combinação de praia, lagoa e Mata Atlântica. As atrações se misturam entre passeios de barco para observação de baleias, trilhas que levam a lindas cachoeiras e os esportes náuticos com uma atenção especial para o surf. A única representante brasileira no Clube das Mais Belas Baías do Mundo, a Praia do Rosa é um caso à parte. Cheia de charme e muita badalação, por ali também vale experimentar a deliciosa gastronomia açoriana regada de frutos do mar, talvez de frente para o mar no restaurante Urucum.

  1. Paracuru, Ceará

Dona de um dos mais bonitos e variados ecossistemas do litoral cearense, seus quase 20 quilômetros de costa se exibe entre dunas, coqueirais, palmeiras e arrecifes. Ainda mais encantador são os currais de pesca artesanal e as jangadas de origem indígena ao longo do litoral. Relaxar na Praia da Pedra Rachada é uma boa alternativa para um dia tranquilo; mas fazer um tour pelas tradicionais casas de farinha ou às fazendas de criação de camarão e búfalos é um passeio pra lá de interessante.

  1. São Miguel do Gostoso, Rio Grande do Norte

De tão pequena, a excitação no vilarejo de pescadores fica por conta das coisas mais simples e prazerosas. Andar descalço pelas ruas de terra e caminhar pelas praias praticamente desertas é o mais comum de se ver por lá. Para “explorar” tamanha beleza, o transporte na cidade é feito de bicicleta, bugue ou jegue. E quando bate a fome, a cozinha super caseira do Restaurante Mar de Estrelas serve muito peixe, lagosta, camarão e carne de sol.

Praia em São Miguel do Gostoso - Foto por: brunobarbato

Praia em São Miguel do Gostoso – Foto por: brunobarbato

12. Beberibe, Ceará

O litoral mais disputado da costa leste do Ceará é famoso pelo conjunto de falésias coloridas que, diga-se de passagem, é a matéria prima das tradicionais garrafinhas decoradas com grãos de areia. A melhor maneira de conhecer as belezas da região é de bugue e, no roteiro, a belíssima Praia das Fontes é realmente parada obrigatória. Além do labirinto (as falésias coloridas), as atrações ficam por conta da Gruta da Mãe D’água, das enormes dunas e, claro, das fontes de água doce que dão o nome ao local.

  1. Ilhabela, São Paulo

Com mais de 80% de sua área preservada pelo Parque Estadual de Ilhabela, a cidade abriga a maior reserva de Mata Atlântica do planeta, tornando suas 42 praias e as centenas de cachoeiras as atrações mais disputadas na ilha. Em julho Ilhabela é palco da “Semana Internacional de Vela” – a maior disputa náutica da América Latina. Durante a semana do evento os visitantes são presenteados com uma diversidade de atrações culturais, de lazer e entretenimento com shows musicais, cinema e festival de dança – tudo gratuito.

  1. Paranaguá, Paraná

A viagem aqui pode ter duas facetas. O charme colonial do centro histórico de Paranaguá e a magia das belezas intocadas da Ilha do Mel. Elevada à categoria de Estação Ecológica, a rusticidade é a característica principal da ilha onde não há ruas asfaltadas, carros não circulam. Com muita disposição, as caminhadas levam a tesouros da natureza que não devem ser ignorados como a Gruta das Encantadas e, tão incríveis quanto, a histórica Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres e o Farol das Conchas também são imperdíveis. Em Paranaguá, vale passear de barco no porto e ver os golfinhos com um dos roteiros da Táxi Náutico Guará.

  1. São Luís, Maranhão

Um museu a céu aberto, São Luís recebe os visitantes em um ambiente encantador que remete aos séculos passados. Os então solares dos barões hoje abrigam espaços culturais e o casario colonial virou museu, loja e restaurante, a sua maioria concentrada no bairro de Praia Grande. De julho a dezembro dá pra curtir uma prainha mas, para entrar no clima de verdade, as festas do Bumba-Meu-Boi e São João são as mais animadas. Para quem viaja com crianças, o parque aquático Valparaíso é uma boa alternativa – fica cerca de 40 minutos do centro.

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Rua no centro histórico de São Luís – Foto por: Marcus Guimarães


Filmes e séries

Cocaína e palavrões: 5 histórias do Bozo que parecem ficção, mas não são

Fabiano Cerchiari/Folhapress

Arlindo Barreto, o Bozo, em culto na igreja O Brasil para CristoImagem: Fabiano Cerchiari/Folhapress

Natalia Engler

Do UOL, em São Paulo

22/08/2017 04h00

“Bingo, o Rei das Manhãs”, filme que estreia nesta quinta-feira (24), é inspirado na história de Arlindo Barreto, sujeito que eu, você e o Brasil inteiro conhecemos com o palhaço Bozo –ou um deles, já que o personagem teve vários intérpretes enquanto esteve no ar no Brasil, de 1980 a 1991.

Não estranha que a vida de Arlindo tenha virado filme –com várias licenças poéticas, claro–, porque ele passou por situações de dar inveja a qualquer roteirista. Filho da atriz Márcia Windsor, ele foi galã de novela, maquiador, dublador, diretor de cinema, domador de leões e ator pornô antes de se tornar evangélico –e ainda incorpora o palhaço para pregar a palavra de Deus.

Vladimir Brichta dá vida a várias dessas histórias surreais do intérprete do Bozo no filme de Daniel Rezende. Algumas cenas do filme com certeza vão fazer o espectador duvidar que aquilo aconteceu mesmo. Mas pode acreditar: muito do que está ali é verdade (ou quase).