VIDA E SENTIDO – Autor: Joaquim Barros TOMO

VIDA E SENTIDO – Autor: Joaquim Barros TOMO I Dogmas não me satisfazem Não sou uma suposição incondicional Sou vida, sou animal Vida que não sei se é O que de fato sinto por ela Morte que a dá sentido Num exaustivo interagir Que me deixa aflito Por descobrir. Sou fé sem milagres Distingo-me dos meus pares Internos os pares, pois Há multiplicidade encarnada na mesma carne Que alma resiste? Se o implacável tempo Este ser perverso que não cede Faz-me alma em vida A vida hoje, a vida outrora E amanhã a morte anunciada Como viroses de outono, Com suas nuvens carregadas.

Por um instante

Por um instante E anoitece. Um grito ecoa quebrando o silêncio da rua. Sou eu, a expulsar minhas angústias. Respiração apressada, cabeça rodando, sem chegar a lugar algum. Continuo preso, aflito com a noite que chega. Bloqueio os pensamentos, A respiração se acalma, tudo se aquieta. Por um instante… Paz

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AMÉRICA [Allen Ginsberg Uivo e outros poemas] América eu te dei tudo e agora não sou nada. América dois dólares e vinte e sete centavos 17 de janeiro de 1956. América não agüento mais minha própria mente. América quando acabaremos com a guerra humana? Vá se foder com sua bomba atômica. Não estou legal não me encha o saco. Não escreverei meu poema enquanto não me sentir legal. América quando é que você será angelical? Quando você tirará sua roupa? Quando você se olhará através do túmulo? Quando você merecerá seu milhão de trotskistas? América por que suas bibliotecas estão cheias de lágrimas? América quando você mandará seus ovos para Leia mais sobreTítulo padrão[…]

Labirintos livro editado

30 31 Silêncio Mergulhei no silêncio, para encontrar a paz que perdi, esquecer-me do mundo lá fora, e entender o meu eu complexo. Entender o que me divide, minhas contradições… Mergulhei no silêncio, mas restou a ansiedade: não tive resposta. Apesa r de tudo Apesar do cansaço da vida, da batalha diária, diante do amanhecer imprevisível e assustador, eu me fortaleço. Apesar de tudo. Frente às armadilhas do mundo, nas horas que voam rumo ao desconhecido, Ainda vejo a beleza na canção que brota do nada e que aplaca as minhas horas solitárias. Apesar de tudo. Sigo me desviando das pedras do caminho, Procurando alegria nas pequenas coisas, traçando o Leia mais sobreLabirintos livro editado[…]