Allen Guinsberg

Faço uma  Homenagem a um cara  que  é um louco delicioso, tenho   seu livro Uivo,  como um dos grandes de todos os tempos,admiro pela sua audácia, pela sua ironiaTerceira Avenida30 & cambalearam até as agências de desemprego,31 que caminharam a noite toda com os sapatos cheios de sangue pelo cais coberto por montões de neve,32 esperando que uma porta se abrisse no East River dando para um quarto cheio de vapor e ópio, que criaram grandes dramas suicidas nos penhascos de apartamentos do Hudson à luz azul de holofote antiaéreo da lua & suas cabeças receberão coroas de louro no esquecimento, que comeram o ensopado de cordeiro da imaginação ou digeriram o caranguejo do fundo lodoso dos rios de Bovery, 33 que choraram diante do romance das ruas com seus carrinhos de mão cheios de cebola e péssima música, que ficaram sentados em caixotes respirando a escuridão sob a ponte e ergueram-se para construir clavicórdios em seus sótãos,34 que tossiram num sexto andar do Harlem coroado de chamas sob um céu tuberculoso rodeados pelos caixotes de laranja da teologia,35 que rabiscaram a noite toda deitando e rolando sobre invocações sublimes que ao amanhecer amarelado revelaram-se versos de tagarelice sem sentido,36 que cozinharam animais apodrecidos, pulmão coração pé rabo borsht37 & tortillas sonhando com o puro reino vegetal, que se atiraram sob caminhões de carne em busca de um ovo, que jogaram seus relógios do telhado38 fazendo seu lance de aposta pela Eternidade fora do Tempo & despertadores caíram nas suas cabeças por todos os dias da década seguinte,

Fato

sábado, 30 de janeiro de 2016

Fato
Subitamente, eu sentado na calçada, observava a tarde que ia se despedindo.
Todos completamente indiferentes e insensíveis, seguiam sem me notar.
Mas observei que uma flor surgiu de dentro da calçada.
Um fato como esse era para parar tudo.

Mas nada não só não pararam como a esmagaram com seus passos apressados e gananciosos.
Postado por Pedro Taunay Couto às 13:36
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Nem fróide, nem Yeung.
Nem política nem religião.
Na verdade eu queria ser um beatneak.
um Hippie vagando pelas estradas do mundo,
sem querer entender os rumos loucos que esse mundo tende a tomar.
Queria ser maluco beleza, com suas metamorfose ambulante.
Queria ser Alen Guinsber com seu uivo,
um Hippie vagando pelas estradas do mundo
Queria ser maluco beleza, com suas metamorfoses ambulantes.
Agora chega, me cansei de ser o que não sou e quem quiser que goste de mimnsei de ser o que não sou e quem quiser que goste de mim
sábado, 30 de janeiro de 2016

Fato
Subitamente, eu sentado na calçada, observava a tarde que ia se despedindo.
Todos completamente indiferentes e insensíveis, seguiam sem me notar.
Mas observei que uma flor surgiu de dentro da calçada.
Um fato como esse era para parar tudo.

Mas nada não só não pararam como a esmagaram com seus passos apressados e gananciosos.
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Nem fróide, nem Yeung.
Nem política nem religião.
Na verdade eu queria ser um beatneak.
um Hippie vagando pelas estradas do mundo,
sem querer entender os rumos loucos que esse mundo tende a tomar.
Queria ser maluco beleza, com suas metamorfose ambulante.
Queria ser Alen Guinsber com seu uivo,
um Hippie vagando pelas estradas do mundo
Queria ser maluco beleza, com suas metamorfoses ambulantes.
Agora chega, me cansei de ser o que não sou e quem quiser que goste de mimnsei de ser o que não sou e quem quiser que goste de mim
sábado, 30 de janeiro de 2016

Fato
Subitamente, eu sentado na calçada, observava a tarde que ia se despedindo.
Todos completamente indiferentes e insensíveis, seguiam sem me notar.
Mas observei que uma flor surgiu de dentro da calçada.
Um fato como esse era para parar tudo.

Mas nada não só não pararam como a esmagaram com seus passos apressados e gananciosos.
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Nem fróide, nem Yeung.
Nem política nem religião.
Na verdade eu queria ser um beatneak.
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sem querer entender os rumos loucos que esse mundo tende a tomar.
Queria ser maluco beleza, com suas metamorfose ambulante.
Queria ser Alen Guinsber com seu uivo,
um Hippie vagando pelas estradas do mundo
Queria ser maluco beleza, com suas metamorfoses ambulantes.
Agora chega, me cansei de ser o que não sou e quem quiser que goste de mimnsei de ser o que não sou e quem quiser que goste de mim
sábado, 30 de janeiro de 2016

Fato
Subitamente, eu sentado na calçada, observava a tarde que ia se despedindo.
Todos completamente indiferentes e insensíveis, seguiam sem me notar.
Mas observei que uma flor surgiu de dentro da calçada.
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Mas nada não só não pararam como a esmagaram com seus passos apressados e gananciosos.
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sem querer entender os rumos loucos que esse mundo tende a tomar.
Queria ser maluco beleza, com suas metamorfose ambulante.
Queria ser Alen Guinsber com seu uivo,
um Hippie vagando pelas estradas do mundo
Queria ser maluco beleza, com suas metamorfoses ambulantes.
Agora chega, me cansei de ser o que não sou e quem quiser que goste de mimnsei de ser o que não sou e quem quiser que goste de mim v
sábado, 30 de janeiro de 2016

Fato
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Todos completamente indiferentes e insensíveis, seguiam sem me notar.
Mas observei que uma flor surgiu de dentro da calçada.
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Queria ser maluco beleza, com suas metamorfose ambulante.
Queria ser Alen Guinsber com seu uivo,
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Queria ser maluco beleza, com suas metamorfoses ambulantes.
Agora chega, me cansei de ser o que não sou e quem quiser que goste de mimnsei de ser o que não sou e quem quiser que goste de mim
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Queria ser Alen Guinsber com seu uivo,
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Queria ser maluco beleza, com suas metamorfoses ambulantes.
Agora chega, me cansei de ser o que não sou e quem quiser que goste de mimnsei de ser o que não sou e quem quiser que goste de mim
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Queria ser maluco beleza, com suas metamorfoses ambulantes.
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Subitamente, eu sentado na calçada, observava a tarde que ia se despedindo.
Todos completamente indiferentes e insensíveis, seguiam sem me notar.
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Agora chega, me cansei de ser o que não sou e quem quiser que goste de mimnsei de ser o que não sou e quem quiser que goste de mim vv

Fernando Pessoa

2 — Tabacaria
(Fernando Pessoa)

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo.
que ninguém sabe quem é
( E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes
e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.

(Trecho de “Tabacaria”, de Fernando Pessoa)