Vivendo e Aprendendo

26 de fevereiro de 2021 Off Por Pedro Taunay Graça Couto

Augusto de Campos – antropofagia e intraduções poéticas

Augusto de Campos – foto: Fernando Laszlo
Augusto de Campos nascido em São Paulo, em 14 de fevereiro de 1931, poeta, tradutor, ensaísta, crítico de literatura e música. Em 1951, publicou o seu primeiro livro de poemas, O rei menos o reino. Em 1952, com seu irmão Haroldo de Campos e Décio Pignatari, lançou a revista literária “Noigandres”, origem do Grupo Noigandres que iniciou o movimento internacional da Poesia Concreta no Brasil. O segundo número da revista (1955) continha sua série de poemas em cores Poetamenos, escritos em 1953, considerados os primeiros exemplos consistentes de poesia concreta no Brasil. O verso e a sintaxe convencional eram abandonados e as palavras rearranjadas em estruturas gráfico-espaciais, algumas vezes impressas em até seis cores diferentes, sob inspiração da Klangbarbenmelodie (melodia de timbres) de Webern. Em 1956 participou da organização da Primeira Exposição Nacional de Arte Concreta (Artes Plásticas e Poesia), no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Sua obra veio a ser incluída, posteriormente, em muitas mostras, bem como em antologias internacionais como as históricas publicações Concrete Poetry: an International Anthology, organizada por Stephen Bann (London, 1967), Concrete Poetry: a World View, por Mary Ellen Solt (University of Bloomington, Indiana, 1968), Anthology of Concrete Poetry, por Emmet Williams (NY, 1968). A maioria dos seus poemas acha-se reunida em Viva Vaia, 1979, Despoesia (1994) e Não (com um cdr de seus Clip-Poemas), (2003). Outras obras importantes são Poemóbiles (1974) e Caixa Preta (1975), coleções de poemas-objetos em colaboração com o artista plástico e designer Julio Plaza.
Como tradutor de poesia, Augusto especializou-­se em recriar a obra de autores de vanguarda como Pound (Mauberley, The Cantos), Joyce (Finnegans Wake), Gertrude Stein e Cummings, ou os russos Maiakóvski e Khliébnikov, Traduziu também alguns dos grandes “inventores” do passado: Arnaut Daniel e os trovadores provençais, Donne e os “poetas metafíscos”, Mallarmé e os Simbolistas franceses. Uma primeira antologia de sua obra tradutória, expandida depois em diversas monografias, é Verso reverso controverso (1978). Algumas de suas últimas publicações nesse campo são: Rimbaud livre (1992), Hopkins: a beleza difícil (1997), Coisas e anjos de Rilke (2001). Emily Dickinson – não sou ninguém (2008), August Stramm: poemas-estalactites (2008), Byron e Keats: entreversos (2009).

Augusto de Campos – foto (…)
Como ensaísta é co­autor de Teoria da poesia concreta, com Haroldo de Campos e Decio Pignatari, 1965, and autor de outros livros tratando de poesia de vanguarda e de invenção, como Poesia antipoesia antropofagia, 1978, O anticrítico, 1986, Linguaviagem, 1987, Àmargem da margem, 1989. Com Haroldo e Pignatari lutou pela revalorização da obra de Oswald de Andrade, e também redescobriu a obra olvidada do poeta maranhense Sousândrade (1832-1902), um precursor da poesia moderna com seu “Inferno de Wall Street” (1877) em Re­visão de Sousandrade, (1964). Balanço da bossa (e outras bossas), 1968-1974, reuniu seus estudos pioneiros sobre o Tropicalismo e a MPB assim como as suas intervenções no campo da música contemporânea tratando de Charles Ives, Webern, Schoenberg e os compositores brasileiros do grupo “Musica Nova”. Ensaios posteriores enfocando a música e a poesia de Cage e as obra radicais de Varèse, Antheil, Cowell, Nancarrow, Scelsi, Nono, Ustvólskaia, entre outros, foram recolhidos no livro Música de invenção (1998).
A partir de 1980, intensificou os experimentos com as novas mídias, apresentando seus poemas em luminosos, videotextos, neon, hologramas e laser, animações computadorizadas e eventos multimídia, abrangendo som e música, como a leitura plurivocal de Cidadecitycité (com Cid Campos), 1987/ 1991. Seus poemas holográficos (em cooperação com Moyses Baumstein) foram incluídos nas exposições Triluz (1986) e Idehologia (1987). Um videoclip do poema Pulsar, com música de Caetano Veloso, foi produzido por ele em 1984, numa estação Intergraph, com a colaboração do grupo Olhar Eletrônico. Poema bomba e Sos, com música de seu filho, Cid Campos, foram animados numa estação computadorizada Silicon Graphics da Universidade de São Paulo, 1992-3. Sua cooperação com Cid, iniciada em 1987, ficou registrada em Poesia é risco (CD editado em 1995 pela PolyGram) e se desenvolveu no espetáculo de mesmo nome, uma performance “verbivocovisual” de poesia/música/imagem com edição de vídeo de Walter Silveira, apresentada em diversas cidades do Brasil e no exterior. Suas animações digitais – os Clip­Poemas – foram exibidas em 1997 numa instalação que fez parte da exposição Arte Suporte Computador, na Casa das Rosas, em São Paulo.
:: Fonte: Site oficial do autor (acessado em 18.2.2016).

Augusto de Campos – foto (…)
OBRA DE AUGUSTO DE CAMPOS
Poesia
:: O rei menos o reino. São Paulo: edição do autor, 1951.
:: Poetamenos (1953). 1ª ed., na revista-­livro “Noigandres 2”, São Paulo: Edição dos autores, 1955; 2ª ed., São Paulo: Edições Invenção, 1973.
:: Linguaviagem (cubepoem). versão original. São Paulo: Edição do autor, 1970.
:: Equivocábulos. São Paulo: Edições Invenção, 1970.
:: Colidouescapo. São Paulo: Edições Invenção, 1971.
:: Poemóbiles (1968­-1974). poemas­objetos. [Augusto de Campos em colaboração com Julio Plaza]. São Paulo: edição dos autores, 1974; 2ª ed., São Paulo: Brasiliense, 1985.
:: Caixa preta. poemas e objetos­poemas. [Augusto de Campos em colaboração com Julio Plaza]. São Paulo: Edição dos autores, 1975.

Mosaico de obras do poeta Augusto de Campos
:: Viva vaia: poesia 1949­-1979. São Paulo: Duas Cidades, 1979; 3ª ed., revista e ampliada. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001.
:: Expoemas (1980-­1985).. [serigrafias de Omar Guedes]. São Paulo: Entretempo, 1985.
:: Não. poema­xerox. São Paulo: edição do autor, 1990.
:: Despoesia (1979-1993). São Paulo: Perspectiva, 1994.
:: Poesia é risco (CD-livro). antologia poético­musical, de O Rei Menos o Reino a Despoemas. [Augusto de Campos em colaboração com Cid Campos]. Rio de Janeiro: Polygram, 1995.
:: Clip-poemas. 16 poemas-animados digitais – exposição “Arte Suporte Computador”, São Paulo, Casa das Rosas, 1997.
:: Não. com CD-Rom Clip-poemas. [prefácio Arnaldo Antunes]. São Paulo: Perspectiva, 2003.
:: Profilogramas. São Paulo: Perspectiva, 2011.
:: Outro. São Paulo: Perspectiva, 2015.

Ensaios
:: ReVisão de Sousândrade: textos críticos, antologia, glossário, biobibliografia. [Haroldo de Campos e Augusto de Campos]. São Paulo: Edições Invenção,1964; 2ª ed., ampliada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982; 3ª ed., ampliada, São Paulo: Perspectiva, 2002.
:: Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos 1950-1960. [Décio Pignatari, Augusto e Haroldo de Campos]. São Paulo: Edições Invenção, 1965; 2ª ed., ampliada. São Paulo: Duas Cidades, 1975; 3ª ed., São Paulo: Brasiliense, 1987; 5ª ed., Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2006, 296p.
:: Sousândrade – poesia. [Haroldo de Campos e Augusto de Campos]. Rio de Janeiro: Agir, 1966; 3ª ed., revista e ampliada, 1995.

Augusto de Campos, por Netto
:: Balanço da bossa. [Augusto de Campos, Brasil Rocha Brito, Julio Medaglia e Gilberto Mendes]. São Paulo: Perspectiva, 1968; 2ª ed., ampliada: Balanço da bossa e outras bossas. São Paulo: Perspectiva, 1974.
:: Guimarães Rosa em três dimensões. [Haroldo de Campos, Pedro Xisto e Augusto de Campos]. 1970.
:: Re/visão de Kilkerry. São Paulo: Fundo Estadual de Cultura, Secretaria da Cultura, 1971; 2ª ed., ampliada. São Paulo: Editora Brasiliense, 1985.
:: Revistas re/vistas: os antropófagos. [introdução à reedição fac-similar da “Revista da Antropofagia”]. São Paulo: Abril/Metal Leve S.A., 1975.
:: Reduchamp. [com iconogramas de Julio Plaza]. São Paulo: Edições S.T.R.I.P., 1976; 2ª ed., Selo Demônio Negro; São Paulo: Annablume, 2008.
:: Poesia antipoesia antropofagia. São Paulo: Cortez e Moraes, 1978.
:: Pagu: vida-obra. São Paulo: Brasiliense, 1982; Edição revista e ampliada. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
:: À margem da margem. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
:: Os Sertões dos Campos: duas vezes Euclides. [Haroldo de Campos e Augusto de Campos]. Rio de Janeiro: Sette Letras, 1997.
:: Música de invenção. São Paulo: Perspectiva, 1998.

Revista Noigandres
:: Noigandres 1. [“Augustum per Angusta” -e- “O sol por natural”, de Augusto de Campos; “Rumo a nausicaa”, de Décio Pignatari; “A cidade” -e- “Thalassa Thalassa”, de Haroldo de Campos]. São Paulo: Edição dos Autores, (novembro de)1952, 72p.
:: Noigandres 2. São Paulo: Edição dos Autores, (fevereiro de) 1955.
:: Noigandres 3. São Paulo: Edição dos Autores, (dezembro de) 1956.
:: Noigandres 4. [Plano-Piloto para Poesia Concreta – Décio Pignatari, Haroldo de Campos, Augusto de Campos, Ronaldo Azered; capa Hemelindo Fiaminghi]. São Paulo: Edição dos Autores, (março de) 1958.
Antologia
:: Antologia Noigandres*: do verso à poesia concreta. [Décio Pignatari, Haroldo de Campos, Augusto de Campos, Ronaldo Azeredo e José Lino Grünewald; capa Alfredo Volpi]. São Paulo: Massao Ohno Editora, 1962, 204p.
(*) Noigandres. Acesse AQUI!

Augusto de Campos – fotos (…)
Obra de Augusto de Campos publicada no exterior
Alemão
:: Noigandres: konkrete texte (Poesia concreta).. [edição de Max Bense e Elisabeth Walther; prefácio de Helmut Heissenbuettel e posfácio de Haroldo de Campos]. Série Rot, n. 7, Stuttgart, 1962.

Espanhol
:: Noigandres I: Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos. [prólogo y selección de Hilda Scarabótolo de Codima; traducción de Antonio Cisneros]. Lima: Centro de Estudos Brasileiros, 1983.
:: Galaxia concreta. {Haroldo de Campos, Augusto de Campos e Décio Pignatari}.. [edição de Gonzalo Aguilar]. Colección Poesía y poética. Ciudad do México: Universidad Iberoamericana: Artes de México, 1999.
:: Poemas. antologia bilingüe, [selección y traducción Gonzalo M. Aguilar]. Buenos Aires: Instituto de Literatura Hispanoamericana, 1994; 2ª ed., ampliada. Buenos Aires: Gog y Magog Ediciones, 2012; 2014.
:: Poetamenos. com CD-Rom Clip-poemas. Buenos Aires: Gog y Magog, 2014.
Francês
:: Anthologie – Despoesia. [préface et tradiction de Jacques Donguy]. Romaville, France: Al Dante, 2002.
:: Poètemoins. – anthologie. [préface et traductions par Jacques Donguy]. Dijon, France: Les Presses du Réel, 2011.

Inglês
:: Linguaviagem (cubepoem). limited edition of 100 copies, designed by Philip Steadman, Brighton, England, 1967.

Japonês
:: Plano-Piloto para Poesia Concreta. [Décio Pignatari, Augusto de Campos e Haroldo de Campos].. [tradução de Kitasono Katsue]. na revista VOU, em Tóquio.

Haroldo de Campos e Augusto de Campos
Tradução: transcriações – intraduções e estudos críticos de Augusto de Campos
:: Dez poemas, de e.e. cummings. [tradução Augusto de Campos]. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação-MEC, 1960.
:: Cantares de Ezra Pound. [tradução Augusto de Campos, Décio Pignatari e Haroldo de Campos; prefácio Haroldo de Campos]. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação – MEC, 1960.
:: Panorama do Finnegans Wake, de James Joyce. [tradução Augusto de Campos e Haroldo de Campos]. São Paulo: Comissão Estadual de Literatura|Secretaria da Cultura, 1962; 3ª ed., ampliada. São Paulo: Perspectiva, 2001.
:: Maiakovski: poemas. [tradução Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Boris Schnaiderman]. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1967; 2ª ed., ampliada. São Paulo: Perspectiva, 1982; 5ª ed., 1992; 7º ed., 2006.
:: Poesia russa moderna. [tradução Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Boris Schnaiderman]. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1968; 2ª ed., São Paulo: Brasiliense, 1985; 3ª ed., ampliada. São Paulo: Perspectiva, 2001.
:: Antologia poética de Ezra Pound. [organização, apresentação, introdução e tradução Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos, José Lino Grünewald e Mário Faustino]. Lisboa: Ulisséia, 1968.
:: Traduzir e trovar. [tradução Augusto de Campos e Haroldo de Campos]. São Paulo: Papyrus, 1968.
:: ABC da literatura, de Ezra Pound. [Augusto de Campos e José Paulo Paes]. São Paulo: Cultrix, 1970.
:: Mallarmargem. [tradução Augusto de Campos]. Rio de Janeiro: Noa­-Noa, 1971.
:: Mallarmé. [tradução Augusto de Campos, Décio Pignatari e Haroldo de Campos]. Edição bilíngue. São Paulo: Perspectiva, 1974; 2ª ed., 1980; 3ª ed., ampliada. 2006.
:: O tygre, de William Blake. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: edição do autor, 1977.
:: Verso reverso controverso. [tradução Augusto de Campos]. Coleção signos 6. São Paulo: Perspectiva, 1979; 2ª edição revista, 2009.
:: 20 poem(a)s – e.e. cummings. [tradução Augusto de Campos]. Florianópolis: Noa­Noa, 1979.
:: Mais provençais: Raimbaut e Arnaut. [tradução Augusto de Campos]. Florianópolis: Noa­Noa, 1982; 2ª ed., ampliada. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
:: Ezra Pound – Poesia. [tradução Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos, José Lino Grünewald e Mário Faustino; organização, introdução e notas de Augusto de Campos; ensaio crítico de Haroldo de Campos]. Edição bilíngue. São Paulo: Hucitec; Brasília: Editora UnB, 1983.
:: Paul Valéry: a serpente e o pensar. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Brasiliense, 1984.
:: John Keats: ode a um rouxinol e ode sobre uma urna grega. [tradução Augusto de Campos]. Florianópolis: Noa­-Noa, 1984.
:: John Cage: de segunda a um ano. [introdução e revisão da tradução de Rogério Duprat]. São Paulo: Hucitec, 1985; Rio de Janeiro: Cobogó, 2014.

Augusto de Campos – foto (…)
:: 40 Poem(a)s – e.e. cummings. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Brasiliense, 1986; Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1999; Edição revista e ampliada. São Paulo: Editora da Unicamp, 2011.
:: O anticrítico. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo, Companhia das Letras, 1986.
:: Linguaviagem. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
:: Porta-retratos: Gertrude Stein. [tradução Augusto de Campos]. Florianópolis: Noa-Noa, 1990.
:: Hopkins: cristal terrível. [tradução Augusto de Campos]. Florianópolis: Noa-Noa, 1991.
:: Pré-lua e pós-lua. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Arte Pau Brasil, 1991
:: Rimbaud livre. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Perspectiva, 1992.
:: Irmãos Germanos. [tradução Augusto de Campos]. Florianópolis: Noa-Noa, 1993.
:: Rilke: poesia-coisa. [tradução Augusto de Campos]. Rio de Janeiro: Imago, 1994.
:: Hopkins: a beleza difícil. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Perspectiva, 1997.
:: Mallarmargem 2. [tradução Augusto de Campos]. Rio de Janeiro: Noa-­Noa, 1998.
:: e.e. cummings – poem(a)s. [tradução Augusto de Campos]. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1999; edição revista e ampliada. São Paulo: Editora da Unicamp, 2011.
:: Coisas e anjos de Rilke. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Perspectiva, 2001.
:: Invenção: de Arnaut e Raimbaut a Dante e Cavalcanti. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Arx, 2003.
:: Poesia da recusa. [introdução e tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Perspectiva, 2006.
:: Quase-Borges + 10 Transpoemas. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Memorial da América Latina (Coleção Memo), 2006.
:: Emily Dickinson – não sou ninguém. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Editora da Unicamp, 2008.
:: August Stramm: poemas-estalactites. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Perspectiva, 2008.
:: Byron e Keats: entreversos. [tradução Augusto de Campos]. São Paulo: Editora da Unicamp, 2009.
:: Poética de os sertões. São Paulo: Casa Guilherme de Almeida, 2010.
:: Quase-Borges + 20 Transpoemas e uma entrevista. [tradução Augusto de Campos]. Selo Musa Rara. São Paulo: Terracota, 2013.
:: Jaguadarte – tradução do poema “Jabberwocky”, de Lewis Carroll. (inclui CD).. [tradução Augusto de Campos; ilustrações de Rita Vidal]. São Paulo: Editora Nhambiquara, 2014.

Augusto de Campos – foto: Omar Khouri (2011)
Ensaios e artigos em revistas e jornais
CAMPOS, Augusto de.. Cage: Chance: Change. Revista Através. n. 1 . São Paulo: Duas Cidades, p. 6-29, s.d..
_______ . Patrícia Galvão. Revista Através. n. 2. São Paulo: Duas Cidades, p. 2-62, 1978.
_______ . Gertrude é uma Gertrude. Revista Através. n. 3. São Paulo: Duas Cidades, p. 101-114, 1978.
_______ . Re-www.visão: gil-engendra em gil-rouxinol. in: revista Errática, 2011. Disponível no link. (acessado em 18.2.2016).
_______ . Re-flasches para Décio Pignatari 85. in: Musa rara, 21.8.2012. Disponível no link. (acessado em 18.2.2016).
_______ . Micróbios na minha cruz. in: Musa rara, 15.12.2014. Disponível no link. (acessado em 18.2.2016).
_______ . Teus passos. in: Musarara, 14.5.2015. Disponível no link. (acessado em 18.2.2016).
_______ . Boulezpermanece. in: Musa rara, 7.1.2016. Disponível no link. (acessado em 18.2.2016).

Entrevistas
CAVALCANTI, Jardel Dias. Entrevista com augusto de Campos. digestivocultural, são paulo, p. 1 – 5, 24 mar. 2003.
CALIXTO, Fabiano Antonio; DICK, André Henrique.. Não – Entrevista com Augusto de Campos. Correio das Artes, João Pessoa – PB, p. 4 – 6, 2 abr. 2004.
FREITA, Guilherme. Augusto de Campos fala sobre o revolucionário legado de Pagu, ‘musa-mártir do Modernismo’. (entrevista). in: O Globo, 18.10.2014. Disponível no link. (acessado em 18.2.2016).
DANIEL, Claudio. No fundo de toda utopia não há somente um sonho, há também um protesto. (entrevista com Augusto de Campos). Revista Cult, edição 187, fevereiro 2014. Disponível no link. (acessado em 16.2.2016).
BENEVIDES, Daniel. Oversoverbivocovisual. (entrevista). Revista Brasileiros, 9.5.2015. Disponível no link. (acessado em 18.2.2016).
DANIEL, Claudio. Democracia: “Não me sentiria bem se me calasse”, diz Augusto de Campos. (entrevista). in: Vermelho, 27.11.2015. Disponível no link. (acessado em 18.2.2016).
VIANA, Rodolfo. Antes e depois – uma entrevista com Augusto de Campos. (entrevista). in: Folha de S. Paulo, ilustríssima, 13.12.2015. Disponível no link. (acessado em 18.2.2016).

Antologias (participação)
:: Concrete Poetry: an international anthology. [organização e introdução Stephen Bann]. London: London Magazine Editions, 1967.
:: An Anthology of Concrete Poetry. [organização Emmett Williams]. New York: Something Else Press, 1967.
:: Concrete Poetry: a World View. [organização e introdução Mary Ellen Solt]. Bloomington: Indiana University Press, 1968.

“Na produção poética de Augusto, identificamos cinco olhares formativos: o olhar crítico, que leva o questionamento da linguagem a uma crítica sociopolítica da realidade nacional. O olhar sonoro, nas sequências de paronomásias entre grafia e som, chega a constituir uma espécie de DNA da leitura, entre morfema e voz. No olhar semiótico, pratica-se uma camuflagem de formas de significado, tal como lançada no famoso poema-sequência LIFE, de Décio Pignatari. O quarto olhar, o musical, interpreta a “Klangfarbenmelodie”, responsável pela mudança de cores e dos timbres na dinâmica vocal de uma partitura poética impressa. E no olhar zen, comunica-se a percepção pura e instantânea da coexistência e da sobreposição de matérias, valores e conceitos, resultando na realização de uma hiperconsciência da função criativa.”
– Flora Süssekind e Júlio Castañon Guimarães (orgs.). Sobre Augusto de Campos. Rio de Janeiro: 7Letras|Fundação Casa de Rui Barbosa, 2004, p. 13.