Gotas de Poesia

19 de abril de 2021 Off Por Pedro Taunay Graça Couto

hegamos na primeira fase do modernismo com o pernambucano Manuel Bandeira que teve o seu poema “Os sapos” sendo lido na abertura da Semana de Arte Moderna de 1922.

Os modernistas prezavam uma poesia irreverente, livre de métricas e regras e baseada em um humor nacionalista. Bandeira é até hoje um dos poetas brasileiros mais lembrados dessa fase da literatura brasileira. Vou-me Embora pra Pasárgada está entre as suas poesias mais conhecidas, relembre o trecho inicial do poema:

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

Saiba mais sobre a biografia de Manuel Bandeira.