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janeiro 25, 2020

Gotas de poesia Poesia &Vida

poesias, a poesia é

– é como a boca
dos ventos
na harpa

nuvem
a comer na árvore
vazia que
desfolha a noite

raíz entrando
em orvalhos…

os silêncios sem poro

floresta que oculta
quem aparece
como quem fala
desaparece na boca

cigarra que estoura o
crepúsculo
que a contém

o beijo dos rios
aberto nos campos
espalmando em álacres
os pássaros

– e é livre
como um rumo
nem desconfiado…Manoel de Barros

janeiro 25, 2020

Crítica do Filme Adoráveis Mulheres

um Filme agradável com um excelente elenco, uma fotografia belissima, mais pecou um pouco em ser muito longo
janeiro 24, 2020

Vcs sabiam//??

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Cultura

LITERATURA

Os poetas malditos e sua influência no século XX

Florentina Vivas

terça-feira 24 de março de 2015| Edição do dia

A “Novela” correspondia às necessidades culturais da burguesia, classe indiscutivelmente triunfante, norteadora dos destinos da sociedade conservadora desse tempo. Foi o instrumento artístico utilizado pela burguesia para escrever sua história e tornar-se reconhecida. Quando os poetas foram demasiado críticos e ácidos para com a burguesia, a literatura foi rejeitada com veemência, como aconteceu com os escritos de Madame Bovary de G.Flaubert, que irritou o setor burguês devido à crítica impiedosa da qual a burguesia era objeto.

Quando a Novela começou a ser escrita e destinada às camadas mais populares, converteu-se em folhetim, com outro tipo de linguagem: mais popular e afeita às massas. Com entregas semanais ou mensais, a popularidade alcançada se expressava nos leitores americanos que desde o cais pediam aos passageiros que desembarcavam dos navios anteriores à Grã-Bretanha, informações sobre o destino dos personagens em uma novela cujo próximo capítulo da série ainda não haviam recebido.

Uma vez que a sociedade burguesa já não se reconhece nos autores que escrevem, desencadeia-se um processo de interrogação, busca e experimentação das formas de expressividade que aprofundaram e alargaram o abismo que separa os autores da sociedade burguesa.

Em meados de 1870, surgiu na França um movimento literário conhecido como Simbolismo. O nome surgiu da tendência de seus poetas expressarem a realidade através de símbolos. Eram opositores de uma corrente imediatamente anterior, chamada Parnasianismo, que pretendia a volta às formas clássicas.

O simbolismo introduziu um aspecto totalmente revolucionário: o verso livre. Assim, os poetas deixavam de estar sujeitos à norma da métrica novelesca e do verso da poesia clássica; estavam mais interessados em perceber a realidade através dos sentidos e transformá-la em poemas cheio de símbolos, sugestões e ressonâncias musicais. As duas grandes figuras deste movimento foram Arthur Rimbaud e Charles Baudelaire junto a um grupo de brilhantes poetas: Paul Verlaine, Stéphan Mallarmé, Tristán Corbière, Jules Laforgue e Charles Cros. Com eles, nasceu também o mito do artista boêmio, decadente e profundamente crítico em relação à sociedade de seu tempo, questionando os gostos sociais e a industrialização do momento. Foram OS POETAS MALDITOS. Esta expressão foi, na verdade, criada por Paul Verlaine; foi ele quem, em 1884, publicou uma série de esboços biográficos de um grupo de poetas simbolistas.

A partir dos poetas malditos dos finais do século, que são aqueles que fundaram as bases das futuras vanguardas, rompe-se a conexão entre autores e leitores; entre o artista de vanguarda e sua sociedade.O divórcio com o grande público (a burguesia) que não queria ser questionada até que os poetas malditos expressassem uma nova sensibilidade, anuncia também a separação entre arte e sociedade, já que não se sentiam representados pela sociedade burguesa desse tempo. Essa nova sensibilidade conduziu a experimentação de “novas formas” que aceleraram um processo de ruptura linguística como “o verso livre”.

Frente ao sonho cientificista que imperava, os poetas malditos concebem a vida como mistério e dividem-se entre o desejo de felicidade, beleza e perfeição e a descida ao inferno da existência e da consciência humana. Assim, a arte, mais que um reflexo da realidade exterior, deve ser dessa outra, interior e mais profunda. Mais que retrato, deve ser canto, reflexão, POEMA.

Influenciados pelo neo-romantismo, vê-se na obra de Rimbaud, Mallarmé ou Baudelaire, a paixão pelo lado obscuro e às vezes perverso que o racionalismo ignorou. E muitos têm elementos de certo esnobismo boêmio e um sentimento de aristocracia espiritual, expresso em sua depreciação pelas conquistas tecnológicas do século, os imperativos da socialização e, inclusive, as reivindicações populares.

No entanto, a literatura do século XX vai considerá-los como os precursores autênticos da vanguarda, já que os escritores do novo século reconheciam-se como POETAS MALDITOS de épocas anteriores, são influenciados por eles porque testemunharam o drama do homem e seu tempo e se lançam ao experimentalismo de novas técnicas absolutamente necessárias para a expressão de sua sensibilidade e pensamento. Assume-se, mais uma vez, frente a todos os excessos de otimismo racionalista, o velho tema da existência dos homens considerados não como abstrações, mas como reais seres de carne e osso que, como disse Camus “morrem e não são felizes”.

Em pleno marco de divisão colonial, em meio a exaltações nacionalistas, conflitos pela conquista dos mercados internacionais e obtenção de matérias primas, luta de classes e ascensão da classe trabalhadora, as artes plásticas, junto com a literatura, foram as primeiras em irromper e reivindicar um novo olhar para assumir a essência “verdadeira” da realidade caótica em suas manifestações aparentes e externas, arrastando consigo toda série de escritores que compartilhavam seus princípios estéticos. O cubismo nasce oficialmente em 1906 e o futurismo publica seu primeiro manifesto em 1909. O movimento expressionista também já se faz sentir na cena alemã antes da primeira guerra mundial e na França se publica a primeira obra surrealista ‘BARNABOOTH’ de Larbaud em 1913.

Os longos quatro anos da Grande Guerra (Primeira Guerra Mundial) marcaram profundamente toda uma geração de escritores e artistas, mas num sentido diferente do restante de seus contemporâneos. Frente à exaltação patriótica (ou a exaltação de ideais revolucionários triunfantes na Rússia em 1917), ao pensamento do cristianismo conturbado e aos consequentes sentimentos de vitória e vingança, o testemunho dos escritores exaltará talvez pela primeira vez o anti-patriotismo e a deserção (Hemingway: Adeus às armas, Céline: Viagem ao fundo da noite).

Os anos posteriores à Guerra são testemunhos do florescimento da “literatura de vanguarda” em sentido estrito. Dentre eles, está destacado o surrealismo, que se sobressai não como um novo olhar através do qual o homem pode reconhecer-se em sua totalidade, mas também como um diferente modo de vida. Esta é a corrente de maior alcance entre seus contemporâneos e cujas inovações se farão sentir com maior profundidade na literatura, mas não podemos deixar de reconhecer a imensa influência que os poetas malditos exerceram sobre a grande maioria dos artistas que surgem depois do movimento “simbolista”, ainda que estes capturem o sentir das multidões e sua capacidade desesperada de rebelião, ao contrário dos vanguardistas do século XX, que em plena ascensão do imperialismo, vivem em enfrentamento entre revolução e contrarrevolução.

Neste sentido, os vanguardistas se nutrem da musicalidade e da apreensão imaginativa do sensorial, que faz dessas multidões as massas proletárias que no século XX irão marchar para a morte nas guerras do imperialismo e serão protagonistas de grandes revoluções sociais, convocadas a mudar a face da terra. É junto dessas multidões combatentes que as vanguardas afirmam que a arte deve ser utilizada como ferramenta para mudar a realidade.

janeiro 23, 2020

Call of Duty último lançamento excelente !@!

janeiro 23, 2020

O dia

janeiro 22, 2020

Gotas de Poesia

8. “Coração sobre cama”, de Laura Liuzzi

“Se de repente acordoé madrugadasurpreende o coraçãodescansa sobre os lençóisexaustonão tenho sede nem sonoe nem mais coração.Se acordei e é madrugadaera pra ver vocêque não está nesta cama. Enquanto canto bem baixinhoos batimentos desaceleramlentamente, quase imperceptívelaté a voz sumir entre os lençóis. Esperaremos a manhão coração e eue os jornais o carteiro as babáscolocarão as coisas no lugar:o coração no peitovocê à distânciaos lençóis na lavanderia.”

janeiro 21, 2020

Crítica do filme coringa Poesia &Vida

Um filmaço muito bem dirigido, apesar da história extremamente sombria , é muito bem feita e conta a história vivida pelo homem que acaba se tornando um dos ícones vilões do cinema recomendo
janeiro 20, 2020

Gotas de poesia

por trás e sob
as moitas de louro
nas crinas da vala.
As palavras se abrem
como cogumelos nascidos
do tronco
claro da azinheira
e tu que esparges
as pedras
para vê-las se afundarem.
.

janeiro 19, 2020

Gotas de Poesia Poesia&Vida

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.Fernando Pessoa

janeiro 19, 2020

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