• O Poeta de hoje é

    A Biografia de Drumond

    1 minuto atrás

    Carlos Drummond de Andrade (1902–1987)

    foi um dos maiores poetas brasileiros do século XX e figura central da segunda geração do Modernismo

    Início da Vida e Formação

    • Nascimento: Nasceu em 31 de outubro de 1902, em Itabira, Minas Gerais.
    • Educação: Em 1919, foi expulso de um colégio jesuíta por “insubordinação mental” após discutir com um professor.
    • Profissão: Formou-se em Farmácia em Belo Horizonte (1925), mas nunca exerceu a profissão. Seguiu carreira como funcionário público, aposentando-se como Chefe de Seção da DPHAN. 

    Trajetória Literária

    Sua obra é marcada pelo cotidiano, pela análise do “eu” e por questões sociais. Ele estreou com Alguma Poesia (1930), que contém o famoso “Poema de Sete Faces”. 

    • Fases Principais: Sua poesia evoluiu de um pessimismo isolado (“fase do não”) para uma poesia de preocupação social e política, exemplificada em livros como Sentimento do Mundo (1940) e A Rosa do Povo (1945).
    • Estilo: Utilizava o verso livre e uma linguagem coloquial, mas com profundo rigor técnico e filosófico. 

    Vida Pessoal e Legado

    • Família: Casou-se com Dolores Dutra de Morais, com quem teve a filha Maria Julieta Drummond de Andrade, sua grande companheira.
    • Morte: Faleceu em 17 de agosto de 1987, no Rio de Janeiro, apenas 12 dias após a morte de sua filha.
    • Símbolo: É imortalizado pela estátua de bronze sentada em um banco na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. 
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    O Príncipe Maquieviel

    Wikipédia

    O Príncipe

    Ferramentas

    Nota: Para o filme brasileiro com Eduardo Tornaghi e Bruna Lombardi, veja O Príncipe (filme).

    Il Principe
    O Príncipe
    Folha de rosto da edição de 1550 de O Príncipe e de A vida de Castruccio Castracani da Lucca[1]
    Autor(es)Nicolau Maquiavel
    IdiomaItaliano
    PaísRepública Florentina
    Lançamento1532
    Edição portuguesa
    Lançamento1532

    O Príncipe (em italiano, Il Principe) é um livro escrito por Nicolau Maquiavel em 1513, cuja primeira edição foi publicada postumamente, em 1532. Trata-se de uma das teorias políticas mais elaboradas pelo pensamento humano e que tem grande influência em descrever o Estado desde a sua publicação até os dias de hoje, mesmo os sistemas de governo já serem variados. No mesmo estilo do Institutio Principis Christiani de Erasmo de Roterdã, o intuito de O Príncipe é descrever as maneiras de conduzir-se nos negócios públicos internos e externos, e fundamentalmente, como conquistar e manter um principado, ou seja, um guia para como se chegar e manter-se no poder.

    A partir da correspondência de Maquiavel, sabe-se que uma versão estava aparentemente sendo escrita em 1513, utilizando um título em latim, De Principatibus (Dos Principados).[2] No entanto, a versão impressa só foi publicada em 1532, cinco anos após a morte de Maquiavel. Isso ocorreu com a permissão do papa Medici Clemente VII, mas “muito antes disso, na verdade desde a primeira aparição de O Príncipe em manuscrito, já havia controvérsia em torno de seus escritos”.[3]

    Embora O Príncipe tenha sido escrito como se fosse uma obra tradicional no estilo dos espelhos de príncipes, em geral concorda-se que ele foi especialmente inovador. Isso se deve em parte ao fato de ter sido escrito em italiano vernacular, e não em latim, uma prática que vinha se tornando cada vez mais popular desde a publicação da Divina Comédia de Dante e de outras obras da literatura renascentista.[4][5] Maquiavel ilustra seu raciocínio utilizando comparações notáveis entre eventos clássicos, bíblicos e medievais, incluindo muitas referências aparentemente positivas à carreira assassina de Cesare Borgia, ocorrida durante a própria carreira diplomática de Maquiavel.[6]

    O Príncipe é às vezes considerado uma das primeiras obras da filosofia moderna, especialmente da filosofia política moderna, na qual o efeito prático é tido como mais importante do que qualquer ideal abstrato. Sua visão de mundo entrou em conflito direto com as doutrinas católicas e escolásticas dominantes da época, particularmente no que se refere à política e à ética.[7][8]

    Este breve tratado é o mais lembrado entre as obras de Maquiavel e o principal responsável pelo uso posterior pejorativo da palavra “maquiavélico”. Ele inclusive contribuiu para as conotações negativas modernas das palavras “política” e “político” nos países ocidentais.[9] Quanto ao tema, ele se sobrepõe à obra muito mais extensa Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio, escrita alguns anos depois. No uso de italianos quase contemporâneos como exemplos de pessoas que cometeram crimes com fins políticos, outra obra menos conhecida de Maquiavel com a qual O Príncipe tem sido comparado é a Vida de Castruccio Castracani.

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    O Poeta de hoje é Fernando Pessoa

    Fernando Pessoa

    Márcia Fernandes

    Revisão por Márcia Fernandes

    Professora de Língua Portuguesa e Literatura

    Fernando Pessoa é um dos mais importantes escritores portugueses do modernismo e um dos maiores poetas de língua portuguesa.

    Pessoa destacou-se na poesia, com a criação de seus heterônimos, sendo considerado uma figura multifacetada. Trabalhou como crítico literário, crítico político, editor, jornalista, publicitário, empresário e astrólogo.

    Nessa última tarefa, vale destacar que Fernando Pessoa explorou o campo da astrologia, sendo um exímio astrólogo e apreciador do ocultismo.

    Biografia de Fernando Pessoa

    Fernando Pessoa

    Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa, dia 13 de junho de 1888. Era filho de Joaquim de Seabra Pessoa, natural de Lisboa, e D. Maria Magdalena Pinheiro Nogueira Pessoa, natural dos Açores.

    Com apenas 5 anos, Fernando Pessoa ficou órfão de pai, que acometido pela tuberculose, deixou a família em estado de pobreza. Nessa fase, a família decide leiloar as mobílias e passam a viver numa casa mais simples.

    No mesmo ano, nasce seu irmão Jorge, que veio a falecer com menos de um ano. Em 1894, com apenas 6 anos, Fernando Pessoa cria seu primeiro heterônimo denominado Chevalier de Pas.

    Nesse período também escreve seu primeiro poema intitulado À Minha Querida Mamã:

    Ó terras de Portugal
    Ó terras onde eu nasci
    Por muito que goste delas
    Ainda gosto mais de ti.

    Dessa forma, fica claro que desde pequeno Fernando possuía uma inclinação para as letras, línguas e literatura.

    Em 1895, sua mãe casa-se novamente com o comandante João Miguel Rosa, que fora nomeado cônsul de Portugal em Durban, na África do Sul. Assim, a família passa a viver na África.

    Esse fato refletiu substancialmente na sua formação. Isso porque, na África, recebeu uma educação inglesa, primeiramente num colégio de freiras da West Street e depois na Durban High School.

    Outras perdas familiares vieram refletir no estilo de Pessoa. Destacam-se as mortes de suas irmãs Madalena Henriqueta, que faleceu em 1901, com apenas 3 anos, e Maria Clara, com apenas 2 anos, em 1904.

    Em 1902, já com 14 anos, a família retorna à Lisboa. Três anos mais tarde, matricula-se na Faculdade de Letras no curso de Filosofia, porém não chega a concluir o curso.

    Começa a dedicar-se à literatura e a partir de 1915 junta-se a um grupo de intelectuais. Destacam-se os escritores portugueses modernistas: Mario de Sá-Carneiro (1890-1916) e Almada Negreiros (1893-1970).

    Fundou a Revista Orfeu e, em 1916, seu amigo Mário de Sá-Carneiro suicida-se. Em 1921, Pessoa funda a Editora Olisipo, onde publica poemas em inglês.

    Em 1924 funda a Revista Atena, ao lado de Ruy Vaz e, em 1926, trabalha como codiretor da Revista de Comércio e Contabilidade. No ano seguinte, passa a colaborar com a Revista Presença.

    Fernando Pessoa faleceu em sua cidade natal, dia 30 de novembro de 1935, vítima de cirrose hepática, com 47 anos.

    No leito de morte sua última frase foi escrita, em inglês, com a data de 29 de novembro de 1935:

    I know not what tomorrow will bring.” (Não sei o que o amanhã trará.)

    Obras de Fernando Pessoa e suas características

    Fernando Pessoa é dono de uma vasta obra, ainda que tenha publicado somente 5 obras em vida, sendo apenas uma em português (Mensagem). Escreveu poesia e prosa em português, inglês e francês, além de ter trabalhado com traduções e críticas.

    Sua poesia é repleta de lirismo e subjetividade, voltada para a metalinguagem. Os temas explorados pelo poeta são dos mais variados, embora tenha escrito muito sobre sua terra natal, Portugal.

    Obras publicadas em vida:

    • 35 Sonnets (1918)
    • Antinous (1918)
    • English Poems, I-II (1921)
    • English Poems, III (1921)
    • Mensagem (1934)

    Obras publicadas postumamente:

    • Poesias de Fernando Pessoa (1942)
    • A Nova Poesia Portuguesa (1944)
    • Poemas Dramáticos (1952)
    • Novas Poesias Inéditas (1973)
    • Poemas Ingleses Publicados por Fernando Pessoa (1974)
    • Cartas de Amor de Fernando Pessoa (1978)
    • Sobre Portugal (1979)
    • Textos de Crítica e de Intervenção (1980)
    • Obra Poética de Fernando Pessoa (1986)
    • Primeiro Fausto (1986)

    Poemas de Fernando Pessoa

    Autopsicografia

    O poeta é um fingidor.
    Finge tão completamente
    Que chega a fingir que é dor
    A dor que deveras sente.

    E os que leem o que escreve,
    Na dor lida sentem bem,
    Não as duas que ele teve,
    Mas só a que eles não têm.

    E assim nas calhas de roda
    Gira, a entreter a razão,
    Esse comboio de corda
    Que se chama coração.

    Anjos ou Deuses, de Fernando Pessoa (sob o heterônimo Ricardo Reis)

    Anjos ou deuses, sempre nós tivemos,
    A visão perturbada de que acima
    De nos e compelindo-nos
    Agem outras presenças.
    Como acima dos gados que há nos campos
    O nosso esforço, que eles não compreendem,
    Os coage e obriga
    E eles não nos percebem,
    Nossa vontade e o nosso pensamento
    São as mãos pelas quais outros nos guiam
    Para onde eles querem e nós não desejamos.

    Tabacaria, de Fernando Pessoa (sob o heterônimo Álvaro de Campos)

    Não sou nada.
    Nunca serei nada.
    Não posso querer ser nada.
    À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
    Janelas do meu quarto,
    Do meu quarto de um dos milhões do mundo.
    que ninguém sabe quem é
    (E se soubessem quem é, o que saberiam?),
    Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
    Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
    Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
    Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
    Com a morte a por umidade nas paredes
    e cabelos brancos nos homens,
    Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
    Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
    Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
    E não tivesse mais irmandade com as coisas
    Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
    A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
    De dentro da minha cabeça,
    E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
    Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
    Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
    À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
    E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
    Falhei em tudo.
    Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
    A aprendizagem que me deram,
    Desci dela pela janela das traseiras da casa.